Incontinência anal, por definição, é a passagem, contra a vontade do paciente, de gases ou fezes pelo ânus ou a incapacidade de adiar a expulsão das fezes para um momento adequado . É um problema sub-diagnosticado, pois muitos pacientes sentem vergonha de procurar ajuda médica ou falar sobre o tema. Mesmo assim, estima-se que até 20% das pessoas sofram com algum grau desse problema. Esse constrangimento faz com que, muitas vezes, o paciente chegue a evitar momentos sociais e eventos, com medo da perda fecal ou tenha que usar forros e absorventes para não sujar suas roupas. Está muito associado à diminuição da qualidade de vida, redução de atividades físicas, depressão, isolamento e queda na auto-estima, sendo mais comum em mulheres. Os fatores de risco para essa doença são: envelhecimento, partos vaginais, moradia em instituições, como asilos, doenças mentais ou neurológicas associadas. O controle das fezes, chamado de continência, envolve várias características como os nervos do ânus, os músculos do ânus e do assoalho pélvico, a consistência das fezes e a capacidade de armazenamento fecal do reto. Para investigar as causas da perda fecal, o seu médico pode solicitar vários exames.

proctologista em bh incontinencia

  • Colonoscopia: método que envolve a introdução de um aparelho pelo ânus que permite a visualização de todo o reto, intestino grosso e do final do intestino delgado (íleo terminal). Esse exame permite avaliar a mucosa e fazer biópsias ou até mesmo retirada de lesões.
  • Manometria anorretal: é um método que consiste na avaliação dos músculos do ânus e da sensibilidade do reto, bem como reflexo anal.
  • Latência do nervo pudendo – mede o tempo que um estímulo do nervo pudendo leva para gerar resposta nos músculos da pelve do paciente.
  • DefecoRMN: é a combinação de dois métodos, a defecografia e a ressonância magnética, que avalia as alterações morfológicas e funcionais da pelve durante a evacuação. Avalia se os órgãos da pelve estão em suas posições corretas e se fazem o movimento adequado durante a evacuação.
  • Eletromiografia anorretal: mede a atividade elétrica dos músculos envolvidos na defecação. O tratamento da incontinência fecal envolve alterações de dieta e comportamento, inicialmente. É importante manter as fezes firmes, o que facilita o controle das mesmas.

Além disso, a depender da causa do problema, podem ser iniciadas medicações como agentes constipantes e fibras sintéticas. Alguns antidepressivos também podem ter efeito benéfico, melhorando o tônus anal e ajudando as fezes a ficarem menos pastosas. Pode ser necessário o equilíbrio da flora intestinal, através do uso de probióticos. Outra possibilidade de tratamento é através do esvaziamento da ampola retal por enemas, diminuindo as perdas.

Métodos mais invasivos podem ser necessários, dentro eles: a injeção de agentes de preenchimento para aumentar a barreira anal, a implantação de um aparelho semelhante a um marcapasso para estimular os nervos da região sacral (neuroestimulação sacral), cirurgias e até mesmo fisioterapia do ânus.

Somente o seu médico poderá descobrir a causa da sua perda fecal e indicar a melhor tratamento. Procure um coloproctologista.

CONSULTAS COM A DRA RAÍSSA CARVALHO 2ª e 4ª – Adulto e Pediátrica

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