A Cirurgia de Plicoma (Plicomectomia) é um procedimento de pequeno porte, geralmente realizado sob anestesia local e sedação, que dura cerca de 20 a 30 minutos. As técnicas mais modernas utilizam Laser de CO2 ou Radiofrequência para remover o excesso de pele com cauterização imediata, reduzindo drasticamente o sangramento e a dor no pós-operatório em comparação ao corte convencional.


Incomodado com a estética? A solução é mais simples do que parece.

Muitos pacientes convivem anos com o plicoma anal por vergonha de expor o problema ou por medo de uma cirurgia dolorosa. Existe um mito popular de que “cirurgia no ânus é a pior dor do mundo”. Isso é verdade para hemorroidas graves, mas não é verdade para o plicoma.

O plicoma é uma cirurgia de pele (cutânea), externa. Não mexemos no músculo do esfíncter nem dentro do canal anal (na maioria dos casos). Por isso, a recuperação é surpreendentemente rápida.

Neste artigo, revisado pela Dra. Raíssa Reis de Carvalho, vamos explicar as tecnologias que usamos hoje para deixar o seu “bumbum liso” novamente, devolvendo sua higiene e autoestima.

Se você ainda tem dúvida se o seu caso é cirúrgico, leia primeiro nosso guia sobre o que é plicoma e suas causas.

As Técnicas Cirúrgicas: Laser, Radiofrequência ou Bisturi?

A medicina evoluiu. Antigamente, cortava-se com tesoura e dava-se pontos que repuxavam. Hoje, temos tecnologias de precisão.

1. Cirurgia Convencional (Tesoura/Bisturi Frio)

É o método clássico. O médico recorta o excesso de pele e faz a hemostasia (para o sangue) com eletrocautério ou pontos.

Vantagem: Custo menor, coberto por todos os planos.

Desvantagem: Maior inchaço (edema) no pós-operatório.

2. Laser de CO2 (A Revolução)

O feixe de luz do laser corta e cauteriza (sela os vasos) ao mesmo tempo.

Vantagem: O laser “vaporiza” o tecido. Há menos trauma térmico, o que significa menos dor e cicatrização mais estética (menor risco de queloide ou cicatriz grosseira).

Desvantagem: Custo mais elevado (tecnologia de ponta).

3. Radiofrequência (Fraxx / Wavetronic)

Utiliza ondas de alta frequência para cortar o tecido com precisão milimétrica. É excelente para plicomas pequenos e delicados, oferecendo um resultado estético superior (“Plástica Anal”).

Comparativo: Qual escolher?

A escolha depende do tamanho do plicoma e do orçamento.

Característica Convencional (Bisturi) Laser / Radiofrequência
Tempo de Cirurgia 20 a 40 min 15 a 30 min
Dor Pós-Operatória Moderada (precisa de anti-inflamatório) Leve (muitas vezes só Dipirona resolve)
Inchaço (Edema) Comum nos primeiros dias Mínimo
Retorno ao Trabalho 3 a 5 dias 1 a 3 dias

A Anestesia: Preciso tomar “Raqui”?

Este é um grande medo. A resposta é: geralmente não.

Para plicomas (externos), a anestesia padrão-ouro é:

  • Sedação Venosa: Você dorme profundamente (como numa endoscopia). Não vê nada, não ouve nada.
  • Bloqueio Local: Enquanto você dorme, o cirurgião infiltra anestésico local na região. Isso garante que você acorde sem dor nenhuma e permaneça sem dor por várias horas.

A raquianestesia (injeção nas costas) só é usada se houver cirurgias maiores associadas (como hemorroidas internas graves ou fístulas complexas).

O Pós-Operatório: Dia a Dia da Recuperação

O sucesso da cirurgia depende 50% do médico e 50% dos seus cuidados em casa. A região anal é contaminada (fezes) e úmida, o que exige disciplina.

Dia 1 a 3 (Fase Inflamatória)

  • Dor: É suportável. Parece uma “assadura” forte ou um arranhão. Resolve com analgésicos simples.
  • Sangramento: É normal sair uma secreção rosada (sanguinolenta) que suja o curativo ou a calcinha. Use absorvente diário.
  • Repouso: Evite sentar por longos períodos. Fique deitado ou recostado.

Dia 4 a 10 (Fase de Cicatrização)

  • A dor praticamente some.
  • Pode haver coceira (sinal de cicatrização).
  • Os pontos (se houver) começam a cair sozinhos.

Regras de Ouro da Higiene (O que pode e não pode)

Para não infectar ou inflamar a ferida, siga este protocolo:

  1. ABOLIÇÃO DO PAPEL HIGIÊNICO: Nunca use papel. O atrito é proibido.
  2. Lavagem: Após evacuar, lave com duchinha higiênica e sabonete neutro (ou de glicerina). Seque com toalha macia, apenas encostando (sem esfregar), ou use secador de cabelo no jato frio.
  3. Banho de Assento: Água morna ajuda a relaxar a musculatura e limpar a secreção. Se o local estiver inchado, veja nossas dicas sobre como cuidar do inchaço anal.

Complicações Possíveis (Riscos)

Embora segura, nenhuma cirurgia é isenta de riscos.

  • Edema (Inchaço): Às vezes, a pele ao redor do corte incha como reação, parecendo que “sobrou um pedaço”. Geralmente esse inchaço murcha em 30 dias.
  • Plicoma Residual: Se o médico tirar pele demais, pode causar estenose (aperto) anal. Se tirar de menos, pode sobrar uma pontinha. O equilíbrio é uma arte.
  • Infecção: Rara, pois o ânus é muito resistente, mas possível se a higiene for precária.

Lembre-se: Todo tecido retirado deve ir para análise.

Preço e Convênios

A cirurgia de plicoma é coberta pelos planos de saúde (Rol da ANS).

Código TUSS:

– 3.10.03.23-7 (Exérese de plicoma)

– 3.10.03.07-5 (Exérese de lesão anal)

No particular, o valor varia se for feito em consultório (menor custo) ou hospital (custo de sala + anestesista). A tecnologia a Laser geralmente tem um custo adicional de insumo.

Vale a pena operar?

A decisão é pessoal. Se o plicoma te impede de usar um biquíni, te causa constrangimento na hora H ou te obriga a tomar banho toda vez que usa o banheiro porque o papel não limpa, a cirurgia vale a pena.

A taxa de satisfação dos pacientes é altíssima, pois resolve definitivamente um problema que afeta a qualidade de vida diária.


Perguntas Frequentes (FAQ)

1. Quantos dias de atestado preciso?

Geralmente, de 2 a 4 dias são suficientes para atividades de escritório. Para trabalhos que exigem esforço físico intenso ou ficar muito tempo sentado, recomendamos 5 a 7 dias.

2. Vou sentir dor na primeira evacuação?

O medo é maior que a dor. Como o corte é externo, a passagem das fezes não dói tanto quanto na cirurgia de hemorroidas. O segredo é manter as fezes pastosas com fibras e água.

3. Ficam pontos externos? Preciso tirar?

Geralmente usamos fios absorvíveis (que caem sozinhos) ou deixamos a ferida aberta para cicatrizar “por segunda intenção” (de dentro para fora), o que evita acúmulo de secreção. Não precisa retirar pontos.

4. O laser é melhor que o bisturi?

Esteticamente e em conforto, sim. O laser sela as terminações nervosas, reduzindo a dor. Porém, nas mãos de um cirurgião experiente, o bisturi também oferece ótimos resultados.

5. Posso fazer sexo anal depois da cirurgia?

É necessário aguardar a cicatrização completa, o que leva de 30 a 45 dias. Tentar antes disso pode causar fissuras na cicatriz recente.


Referências Bibliográficas

American Society of Colon and Rectal Surgeons (ASCRS). Guidelines for the Management of Benign Anorectal Disorders.

Revista Brasileira de Coloproctologia. Uso do Laser de CO2 em Cirurgias Orificiais: Estudo Comparativo.

Manual de Condutas em Coloproctologia. Cuidados Pós-Operatórios em Cirurgias Anais.

A Cirurgia de Plicoma (Plicomectomia) é um procedimento de pequeno porte, geralmente realizado sob anestesia local e sedação, que dura cerca de 20 a 30 minutos. As técnicas mais modernas utilizam Laser de CO2 ou Radiofrequência para remover o excesso de pele com cauterização imediata, reduzindo drasticamente o sangramento e a dor no pós-operatório em comparação ao corte convencional.


Incomodado com a estética? A solução é mais simples do que parece.

Muitos pacientes convivem anos com o plicoma anal por vergonha de expor o problema ou por medo de uma cirurgia dolorosa. Existe um mito popular de que “cirurgia no ânus é a pior dor do mundo”. Isso é verdade para hemorroidas graves, mas não é verdade para o plicoma.

O plicoma é uma cirurgia de pele (cutânea), externa. Não mexemos no músculo do esfíncter nem dentro do canal anal (na maioria dos casos). Por isso, a recuperação é surpreendentemente rápida.

Neste artigo, revisado pela Dra. Raíssa Reis de Carvalho, vamos explicar as tecnologias que usamos hoje para deixar o seu “bumbum liso” novamente, devolvendo sua higiene e autoestima.

Se você ainda tem dúvida se o seu caso é cirúrgico, leia primeiro nosso guia sobre o que é plicoma e suas causas.

As Técnicas Cirúrgicas: Laser, Radiofrequência ou Bisturi?

A medicina evoluiu. Antigamente, cortava-se com tesoura e dava-se pontos que repuxavam. Hoje, temos tecnologias de precisão.

1. Cirurgia Convencional (Tesoura/Bisturi Frio)

É o método clássico. O médico recorta o excesso de pele e faz a hemostasia (para o sangue) com eletrocautério ou pontos.

Vantagem: Custo menor, coberto por todos os planos.

Desvantagem: Maior inchaço (edema) no pós-operatório.

2. Laser de CO2 (A Revolução)

O feixe de luz do laser corta e cauteriza (sela os vasos) ao mesmo tempo.

Vantagem: O laser “vaporiza” o tecido. Há menos trauma térmico, o que significa menos dor e cicatrização mais estética (menor risco de queloide ou cicatriz grosseira).

Desvantagem: Custo mais elevado (tecnologia de ponta).

3. Radiofrequência (Fraxx / Wavetronic)

Utiliza ondas de alta frequência para cortar o tecido com precisão milimétrica. É excelente para plicomas pequenos e delicados, oferecendo um resultado estético superior (“Plástica Anal”).

Comparativo: Qual escolher?

A escolha depende do tamanho do plicoma e do orçamento.

Característica Convencional (Bisturi) Laser / Radiofrequência
Tempo de Cirurgia 20 a 40 min 15 a 30 min
Dor Pós-Operatória Moderada (precisa de anti-inflamatório) Leve (muitas vezes só Dipirona resolve)
Inchaço (Edema) Comum nos primeiros dias Mínimo
Retorno ao Trabalho 3 a 5 dias 1 a 3 dias

A Anestesia: Preciso tomar “Raqui”?

Este é um grande medo. A resposta é: geralmente não.

Para plicomas (externos), a anestesia padrão-ouro é:

  • Sedação Venosa: Você dorme profundamente (como numa endoscopia). Não vê nada, não ouve nada.
  • Bloqueio Local: Enquanto você dorme, o cirurgião infiltra anestésico local na região. Isso garante que você acorde sem dor nenhuma e permaneça sem dor por várias horas.

A raquianestesia (injeção nas costas) só é usada se houver cirurgias maiores associadas (como hemorroidas internas graves ou fístulas complexas).

O Pós-Operatório: Dia a Dia da Recuperação

O sucesso da cirurgia depende 50% do médico e 50% dos seus cuidados em casa. A região anal é contaminada (fezes) e úmida, o que exige disciplina.

Dia 1 a 3 (Fase Inflamatória)

  • Dor: É suportável. Parece uma “assadura” forte ou um arranhão. Resolve com analgésicos simples.
  • Sangramento: É normal sair uma secreção rosada (sanguinolenta) que suja o curativo ou a calcinha. Use absorvente diário.
  • Repouso: Evite sentar por longos períodos. Fique deitado ou recostado.

Dia 4 a 10 (Fase de Cicatrização)

  • A dor praticamente some.
  • Pode haver coceira (sinal de cicatrização).
  • Os pontos (se houver) começam a cair sozinhos.

Regras de Ouro da Higiene (O que pode e não pode)

Para não infectar ou inflamar a ferida, siga este protocolo:

  1. ABOLIÇÃO DO PAPEL HIGIÊNICO: Nunca use papel. O atrito é proibido.
  2. Lavagem: Após evacuar, lave com duchinha higiênica e sabonete neutro (ou de glicerina). Seque com toalha macia, apenas encostando (sem esfregar), ou use secador de cabelo no jato frio.
  3. Banho de Assento: Água morna ajuda a relaxar a musculatura e limpar a secreção. Se o local estiver inchado, veja nossas dicas sobre como cuidar do inchaço anal.

Complicações Possíveis (Riscos)

Embora segura, nenhuma cirurgia é isenta de riscos.

  • Edema (Inchaço): Às vezes, a pele ao redor do corte incha como reação, parecendo que “sobrou um pedaço”. Geralmente esse inchaço murcha em 30 dias.
  • Plicoma Residual: Se o médico tirar pele demais, pode causar estenose (aperto) anal. Se tirar de menos, pode sobrar uma pontinha. O equilíbrio é uma arte.
  • Infecção: Rara, pois o ânus é muito resistente, mas possível se a higiene for precária.

Lembre-se: Todo tecido retirado deve ir para análise.

Preço e Convênios

A cirurgia de plicoma é coberta pelos planos de saúde (Rol da ANS).

Código TUSS:

– 3.10.03.23-7 (Exérese de plicoma)

– 3.10.03.07-5 (Exérese de lesão anal)

No particular, o valor varia se for feito em consultório (menor custo) ou hospital (custo de sala + anestesista). A tecnologia a Laser geralmente tem um custo adicional de insumo.

Vale a pena operar?

A decisão é pessoal. Se o plicoma te impede de usar um biquíni, te causa constrangimento na hora H ou te obriga a tomar banho toda vez que usa o banheiro porque o papel não limpa, a cirurgia vale a pena.

A taxa de satisfação dos pacientes é altíssima, pois resolve definitivamente um problema que afeta a qualidade de vida diária.


Perguntas Frequentes (FAQ)

1. Quantos dias de atestado preciso?

Geralmente, de 2 a 4 dias são suficientes para atividades de escritório. Para trabalhos que exigem esforço físico intenso ou ficar muito tempo sentado, recomendamos 5 a 7 dias.

2. Vou sentir dor na primeira evacuação?

O medo é maior que a dor. Como o corte é externo, a passagem das fezes não dói tanto quanto na cirurgia de hemorroidas. O segredo é manter as fezes pastosas com fibras e água.

3. Ficam pontos externos? Preciso tirar?

Geralmente usamos fios absorvíveis (que caem sozinhos) ou deixamos a ferida aberta para cicatrizar “por segunda intenção” (de dentro para fora), o que evita acúmulo de secreção. Não precisa retirar pontos.

4. O laser é melhor que o bisturi?

Esteticamente e em conforto, sim. O laser sela as terminações nervosas, reduzindo a dor. Porém, nas mãos de um cirurgião experiente, o bisturi também oferece ótimos resultados.

5. Posso fazer sexo anal depois da cirurgia?

É necessário aguardar a cicatrização completa, o que leva de 30 a 45 dias. Tentar antes disso pode causar fissuras na cicatriz recente.


Referências Bibliográficas

American Society of Colon and Rectal Surgeons (ASCRS). Guidelines for the Management of Benign Anorectal Disorders.

Revista Brasileira de Coloproctologia. Uso do Laser de CO2 em Cirurgias Orificiais: Estudo Comparativo.

Manual de Condutas em Coloproctologia. Cuidados Pós-Operatórios em Cirurgias Anais.

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Dra Raissa Carvalho - procto BH

Dra. Raissa Carvalho

PROCTOLOGIA ADULTO E PEDIÁTRICO
COLONOSCOPIA
ENDOSCOPIA DIGESTIVA

CRM-MG: 65613
Especialidades/Áreas de Atuação:
CIRURGIA GERAL – RQE Nº: 38288
COLOPROCTOLOGIA – RQE Nº: 38289